Manuel Amador de Fernandez CORTIZO (84-261)
República do Panamá

Cronologia dos acontecimentos como cadete da Aeronáutica

Fim do ano de 1983 – Bacharelou-se no Instituto General Tomas Herrera, do Panamá, em Ciências, em 1º lugar. Na foto abaixo, o Cortizo recebe os cumprimentos da Sra. Felicidade Sieiro de Noriega, Ex 1ª dama do Panamá.

07 dez 1983 - Documento "Ficha de Informações Pessoais-FIP", formulário modelo n.º 01/1SC1/BRASIL (cortizo1b.jpg-109 Kb e cortizo2b.jpg-132 Kb) e Guia de Missão 199/ADIFA/PANAMÁ, assinada pelo então Cel.-Av. Emanuel Augusto de Oliveira Serrano, Adido Militar do Panamá (cortizo4b.jpg-101 Kb).

3 jan 1984 - Circular do G3 (departamento encarregado da formação de oficiais das Forças de Defesa Panamenhas assinada pelo Tenente-Coronel Elias Castilho F., do Panamá, determinando a apresentação do seu diploma de formação autenticado às "oficinas" do G3 (doc1.jpg-46 Kb).

24 fev 1984 - Matrícula no Curso de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea Brasileira, de acordo com o ofício 023/151/C 83 de 29 jun 83 e Bol. Ext. conf. DIRENS 007/29 dez 83, com o nome de guerra CORTIZO e n.º 84/261 (cortizo6b.jpg-145 Kb).

24 jul 1984 - Ofício n.º 060/ADIFA, encaminhado ao Instituto para a Formação e Aproveitamento de Recursos Humanos - IFARHU, do Panamá, informando que o jovem Manuel Fernandes Cortizo, estava cursando o 1º ano do Curso de Oficiais Aviadores (doc2.jpg-74 Kb).

27 de outubro de 1984 - Acidente na pista de ação e reação, em exercícios realizados com os cadetes do 3º e 4º esquadrões, através de disparo acidental de arma de fogo, causando traumatismo raqui-medular com paraplegia flácida por amputação traumática das raízes nervosas de T2 E T3 (seqüela irreversível):

Narrativa do acidente -
Baixa/Alta Hospitalar - cortizo7b.jpg-96 Kb
Atestado Sanitário de Origem - cortizo8b.jpg-132 Kb
Descrição da lesão –
Desligamento e Exclusão da AFA – cortizo9b.jpg-137 Kb

Após 30 de outubro de 1984

- Remoção para o Hospital de Força Aérea do Galeão – HFAG, onde retomou a consciência.

- Durante sua estada no hospital do Galeão, foi enviado para seu acompanhamento o Subtenente Eudes Moscoso, médico panamenho que, juntamente com sua mãe sempre esteve a seu lado, no Brasil.

- A mãe do ex-cadete CORTIZO sempre achou muito estranha a atitude do médico panamenho que não passava informações do que era transmitido ao governo panamenho e as providências que por lá seriam tomadas.

- Após algum tempo de excelente tratamento no Brasil (segundo o próprio CORTIZO, que posteriormente passou por diversos hospitais), no tocante à parte médica e assistência social à sua mãe, foi transladado num avião hospital com todo o aparato médico para qualquer complicação. Acompanhou-o., o neurocirurgião, Cap Méd Anderson Magalhães Júnior.

- Ao chegar no Panamá, a ambulância que o aguardava não tinha ordens para qual hospital se dirigir, e não havia nenhum médico panamenho, nem civil, nem militar, para recebê-lo e havia a necessidade urgente de ligar o paciente ao respirador artificial. Neste momento, sua mãe deu ordens à ambulância que se dirigisse ao primeiro hospital que tivesse o respirador artificial. Foi internado no Centro Médico Hospital Paitella, um hospital privado.

- Ficaram durante quinze dias no bom hospital, sem apoio das Forças Armadas - Pagaram do próprio bolso.

- Não tendo mais dinheiro conseguiram a remoção para um hospital público, o Hospital de Sanidade Pública Caja do Seguro Social (CSS), o SUS do Panamá. Nesta etapa, durante 6 meses, com dor crônica no braço direito e com enorme quantidade de analgésicos chegou ao estado de catatonia (doc4.jpg-110 Kb).

- Cortado um nervo do lado direito do braço, para parar as dores, pois seu coração já não suportava mais analgésicos.

- A dor desapareceu mas iniciaram-se os problemas renais e repetidas infecções.

- Neste dificílimo período não compareceu nenhum elemento das forças armadas e muito menos no seu registro de entrada e permanência do hospital, consta como pertencendo à alguma Instituição - Forças Armadas ou Polícia.

- O médico que o estava acompanhando Dr. César Pinilla Chiari, , tendo em vista seus problemas renais, aconselhou o remoção para os EUA. (doc5.jpg-53 Kb). A remoção foi negada por motivos financeiros e o mandaram para tratamento em Cuba.

Fevereiro de 1985 - Retorno à Cuba para novo tratamento renal. Ao findar o tratamento, foi detectado uma úlcera no izquio direito (zona de apoio quando sentamos).

Outubro de 1986 - Segue, novamente, para Cuba para tratamento do sistema renal (esteve 5 meses no hospital Ermans Alnojews). Sua mãe, nesse meio tempo, sustentava a casa e seus irmãos fazendo transporte escolar.

20 de dezembro de 1989 - Já estava em fase de melhora, já podendo se sentar amarrado quando ocorreu a invasão do Pananá em 20 de dezembro de 1989.

- A invasão que foi noticiada como sem nenhum "tiro", não foi calma assim. Vários esquadrões policiais e do exército foram exterminados.

- A mãe do Cortizo, orientada por amigos do Panamá e Cuba, imediatamente resgatou seus outros filhos, levando-os para Cuba, através da Nicarágua. Venderam tudo que tinham (caminhonete e as coisas da casa). O dinheiro pagou as passagens e garantiria o sustento por algum tempo.

- Pouco tempo depois da chegada de toda a família a Cuba, os médicos cubanos informaram que as relações com o Panamá tinham sido cortadas e que tinham que subsistir com seus próprios recursos.

- Neste período em Cuba, passaram fome.

- Com a invasão americana ao Panamá, o Comando das Forças de Defesa foram arrasados e muitos documentos queimados. Toda sua documentação solicitando pensão e indenização foi perdida. É como se o Cortizo nunca tivesse existido para o governo panamenho.

Dezembro de 1994 - Com dinheiro emprestado retornou em 1994 e foi aos meios de comunicação (doc6a.jpg-118 Kb e doc6b.jpg-245 Kb), tentando chamar a atenção dos militares e do governo civil. Dos militares recebeu a informação de que não tinham nada que provasse sua presença no Brasil, a serviço do Panamá, e do governo civil não teve resposta.

- Com alguma ajuda alugaram um apartamento de 20 metros no Panamá, onde ficou o tempo todo na cama, pois não havia lugar para uma cadeira de rodas transitar.

- Em exames e análises o neurologista panamenho Felix Pilli conseguiu que tivesse guarida em um hospital da Espanha, em virtude de o ex-cadete ter dupla cidadania -espanhola-panamenha pois nasceu na Coruña-Galicia-Espanha e sua mãe também é de nacionalidade espanhola.

27 de agosto de 1997 - Chegada do Cortizo à Espanha, depois de muito custo e dificuldade.

Situação atual:

- Atendimento médico de boa qualidade pelo Sistema de Saúde Espanhol.

- Conseguiu empréstimo bancário e adquiriu uma cadeira de rodas elétrica que lhe dá o suporte mínimo.

- Mora em um conjunto habitacional do Estado onde paga um aluguel de aproximadamente R$ 400,00 (quatrocentos reais) mensais, conseguidos através do trabalho de faxinas realizadas por sua mãe.

Endereço atual de Manuel Amador Fernandez Cortizo:

Passeo de Santa Colomba, # 55-71
Escalera C, Bajos 2º
08030, Barcelona, España – Telefone- 93-2743702
e-mail: cortizo@turma-aguia.com


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Última atualização: 29 de Abril de 2017


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