Santos Dumont




          Desde os tempos mais remotos, a fuga, o desejo de evasão, a vontade de pairar no imenso e indefinido, furtando a prioridade devida aos pássaros, tem tomado conta do nosso ser.
     Estes desejos tornar-se-iam realidade na comprovação que ALBERTO SANTOS DUMONT fez da hilariante frase que pronunciou numa brincadeira quando criança: "- Homem voa!"
     Santos Dumont nasceu na fazenda Cabangú, a 20 de km de Palmira (hoje Santos Dumont-MG), no dia 20 de julho de 1873. Era o sexto de uma família de oito filhos. Seu pai, o engenheiro Henrique Dumont, tinha uma fazenda de café e o menino gostava de ver as máquinas que revolviam terra no plantio. O api notou a precoce vocação do filho para a mecânica e deu-lhe as primeiras noções de Aeronáutica.
     Foi, em 1891, residir em Paris, naquela época a cidade-luz, para ter condições de trabalhar e estudar.
     Dedicando-se ao aerostatismo, o jovem Alberto realizou sua 1a ascenção num balão de sua propriedade chamado "Brasil". Começou então a pensar em como governar o balão, pois, naquela época, os vôos eram realizados com os entido e a direção dados pelos ventos. Modificando o formato e adaptando um motor aos balões, Santos Dumont conseguiu em menos de meia hora dar a volta na Torre Eiffel, ganhando o prêmio "Deutsch de La Menthene" abrindo um novo âmbito para a aeronáutica primitiva.
     Surgira agora na sua mente a idéia de construir uma aeronave mais pesada que o ar, um veículo que se elevaria do solo contando com a força do motor e sua sustentação. O vôo que estreou esta nova linha de vôo, foi efetuado no Campo de Bagatelle, com um biplano denominado "14-Bis", isto no dia 23 de outubro de 1906. Estavam abertas as portas para o início do vôo mecânico.
     Mas o mundo foi ingrato para ele, não soube utilizar seu invento, o uso de aeronaves em guerras tornou-se freqüente, eram armas eficazes contra forças terrestres e isto feria profundamente seu inventor, que viria a por fim em sua vida no dia 23 de julho de 1932, em Guarujá-SP.
     Verificamos na vida deste brasileiro uma lição de fé e perseverança; a coragem e a força de vontade de Santos Dumont devem ser tomadas como exemplo por todos nós. Nas páginas de nossa história ele sempre estará presente, a glória conseguida em céus franceses refulge com cores de nossa bandeira. Os aplausos, as homenagens, jamais serão bastantes para expressar o agradecimento que o mundo inteiro lhe deve, pois seu invento deu um grande passo para o melhoramento e a modernização do mundo que hoje usufruimos, razão porque é o PAI DA AVIAÇÃO.



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